Os eletrônicos e a saúde mental das crianças e adolescentes

Os eletrônicos e a saúde mental das crianças e adolescentes

Publicado
09 de abril de 2022 - 18h42

“Não consigo parar de jogar. Acho que vou jogar isso até meus 30 anos.”

Essa foi uma frase que ouvi recentemente de uma criança que estava à mesa ao meu lado em um restaurante. Essa é uma evidência de que as crianças, como também os adolescentes, estão passando cada vez mais tempo nos eletrônicos do que em uma conversa saudável com a família.

Pensando nisso, convido você a assistir o documentário da Netflix “O dilema das redes”. Ele mostra, exatamente, como os jogos, as plataformas de mídias sociais nos celulares, tablets, computadores foram pensadas para se tornar viciantes, desde suas cores até a organização de informações. E seu uso excessivo pode se tornar problemático.

Dessa forma, mediante as consequências desse excesso, é fundamental criarmos estratégias para reduzir os danos causados pelos eletrônicos. Além disso, precisamos pensar fora “caixinha”. Muitos de nós pensamos que os vícios podem começar apenas com as substâncias como álcool, nicotina ou outras drogas, mas não acontecem, necessariamente, dessa forma. Os padrões de uso excessivo pode se desenvolver em coisas que consideramos inofensivos, como açúcar, cafeína, videogames, mídia social e pornografia online, todos os quais a maioria das crianças e adolescentes podem acessar facilmente.

Dito isto, precisamos criar novas estratégias para reduzir os danos causados pelos eletrônicos, como:

1. Reduzir a exposição dos eletrônicos. Reduza o tempo de uso das mídias sociais, assim como os jogos, vídeos. Sugestão: um dia sim, outro dia não, mas determine quantidade de horas, não deixe muitas horas ao dia. É recomendado de uma a duas horas.

2. Oferecer outras atividades como exercitar ou brincar ao ar livre.

1. Incentive opções de uso dos eletrônicos mais saudáveis. Utilize o celular ou computador como ferramenta de aprendizagem.

3. Faça pequenas mudanças graduais. Mudanças abruptas podem se tornar estressantes para as crianças e adolescentes. Fazer pequenas mudanças ao longo do tempo pode ser mais eficaz.

4. Pratique comportamentos saudáveis. As crianças e adolescentes desenvolvem hábitos saudáveis quando observam os adultos, assim são capazes, também, de modelar comportamentos mais saudáveis.

Ensinar às crianças e aos adolescentes estratégias básicas de redução de danos, não apenas as ajudarão a gerenciar seu uso de tecnologia nessas fases, mas também ensinar habilidades necessárias pode evitar comportamento problemático no futuro.


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