"Vivo no mundo da lua!"

Publicado
16 de outubro de 2016 - 10h40

Você sabe o que é TDAH? Bem, vou explicar de uma forma bem simples para as pessoas que não tem conhecimento desse transtorno. Imagine uma pessoa que tenta se concentrar em algo muito importante, como por exemplo, tarefas escolares ou mesmo de faculdade, e descobre que o programa de TV, uma música, um livro que não terminou há meses, até mesmo uma formiguinha que passou na mesa é mais interessante do que aquilo que precisa ser finalizado. Pois então, esse exemplo banal de forma mais grave chamamos de Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade, conhecido como TDAH.

Uma das queixas comum no consultório é a falta de concentração de alguns adolescentes. Eles trazem relatos de estar “vivendo no mundo da lua”, ou mesmo os pais os colocam na posição de ser “preguiçoso”, “sem compromisso”, usam até mesmo palavras fortes como “vagabundo”. A incapacidade de manter a atenção concentrada em uma tarefa, a agitação, impulsividade são alguns dos sintomas.

Talvez você que não tenha esse transtorno, deve se perguntar: “Mas já agir dessa forma em uma determinada situação”. “O que vai me diferenciar de uma pessoa que tem esse transtorno de outras que não possuem?”. A resposta para essa pergunta é o comportamento.

De acordo com a ABDA (Associação Brasileira de Déficit de Atenção), o TDAH é reconhecido desde o século XIX em vários países. O transtorno acomete mais as crianças e os adolescentes, porque eles que são encaminhados aos centros especializados com maior frequência. Entretanto, muitos adultos também são diagnosticados, mas com o transtorno em forma mais branda, porque quem é portador do transtorno com o passar dos anos pode apresentar uma pequena melhora.

O diagnóstico tardio pode trazer diversas consequências para o portador durante a sua vida. As pessoas que têm o TDAH são incontroláveis, o seu comportamento interfere tanto na vida pessoal quanto profissional. Apresentam dificuldades na aprendizagem, são rejeitados pelos amigos, os relacionamentos não são duradouros, não permanecem nos empregos, apresentam dificuldades financeiras, têm dificuldades em terminar um curso na universidade, esses são exemplos de quem sofre com o transtorno.

O TDAH não diagnosticado acarreta vários problemas levando o indivíduo a apresentar quadros de ansiedade, depressão, compulsão alimentar, entre outros. Por isso é importante ter o diagnóstico mais cedo possível. A dificuldade em uma escolha profissional assertiva, começa e não termina vários cursos na faculdade, pode estar relacionada ao TDAH. Então, não espere que seu filho chegue a vida adulta com esse sofrimento, quanto mais cedo for diagnosticado a qualidade de vida será melhor com auxílio da psicoterapia.


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